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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 

MARTHA RAIMUNDO
( Argentina )

 

Nasceu em Entre Rios, Argentina, transladando-se com a família para a Paraná.
Professora de Música formada pelo Instituto Superior de Música de Santa Fé, Universidad Nacional del Litoral. Participa do Taller de Letras Itinerante Paraná coordenado spela Lic. Graciela Gianetti.
Participou de Encuentros de Poetas y Narradores EM Victoria- Enstre Ios (1998)m Gualeguaychú  (2001)  3º. Encuentro Internacional Literario Abrace, Brasília (2002), VIII Festival Internacional de Poesía y Arte de Havana, Cuba (20030, 4º. Encuentro Internacional Literario Abrace em Montevideo (2003), XXIII Simposio Internacional de Literatura  em Asunción – Paraguai (2004)  Recebeu diversos prêmios.

 

TEXTOS EN ESPAÑOL - TEXTOS EM PORTUGUÊS

 

LETRAS DEL DESAMOR. Selección de Poesia de Autores Contemporáneos.           Montevideo: Bianchi editores; Brasilia: Edições Pilar, s. d.   272 p.   ISBN 99574-663-82-2            
Ex. bibl. Antonio Miranda

Cadenas del nombre

Quise internarme en el olvido.
Maldije un nombre y esperé el eco
— estallido voraz de las cadenas —
Vi el vacío de tus ojos
en las sombras
que desfilan en el tiempo
y caen
al hueco de sangre
de la hoguera.


Desamparo

I

El lobo adentro mastica
a dentelladas   destruye la imagen
es la trampa que arrasa un vitral de palabras
pedazos de recuerdos caen por las alcantarillas
del tiempo que se esfuma inalcanzable
Pérfido
el espejo me arroja la realidad del hoy.


II

La noche atrapa
los gestos infieles de la sangre
se desploman sin señales en el pozo ignoto
un torbellino aplasta puertas
la figura estalla en sombras
y estremece el espacio
cubriendo de fuego la morada

¿Donde anida lo que fue?


III

Siento el humo pálido y viscoso
Que aletarga los sentidos
abre surcos astillados de lluvia
el deseo cabalga hacia el abismo
en un suicidio de lunas
— jazmines muertos en desamor —
emboscada ciega
remolino sombrío
El cuerpo se derrumba
en las fauces de la nada.


Destino

Llegó el viento de la ausencia
para borrar la imagen
que no puede diluirse
porque
los pasos se ocultan
en el laberinto
de la hojarasca muda.

Hoy,
debo caminar
sobre las huellas del olvido
cuando las campanas estallan
y las sombras se unan
serán máscaras danzarinas
sobre la tierra muerta.


Jinete del destino

Derroté el dolor y partí
Atravesé la nostalgia
sin olvidar el crujido misterioso
de las hojas ocres
ni el silencio
del último viaje
clausuré las puertas sin mirar atrás

Regresé en águila
enfrenté tempestades
la lluvia borró los delirios
en la luna ciega encendí luciérnagas
— antorchas fugaces –
abrazé el horizonte espejado de nubes
y la soledad fue la trampa para aquellos fantasmas
que hoy ya no existen.
 

TEXTOS EM PORTUGUÊS
Tradução de ANTONIO MIRANDA

 

Correntes do nome

Quis internar-me no esquecimento.
Amaldiçoei um nome e esperei o eco
— estouro voraz de correntes —
Vi o vazio de teus olhos
pelas sombras
que desfilam pelo tempo
e caem
no vazio de sangue
da fogueira.
 

 

Desamparo

I

O lobo interno mastiga
a dentadas   destrói a imagem
é a armadilha que arrasa um vitral de palavras
pedaços de lembranças caem pelas esgotos
do tempo que se esfuma inalcançável
Pérfido
o espelho me lança à realidade del hoje.


II

A noite agarra
os gestos infiéis do sangue
se desmoronam sem sinais no poço ignoto
um redemoinho esmaga portas
a figura explode em sombras
e estremece o espaço
cobrindo de fogo a moradia

Onde aninha o que era?

 

III

Sinto o fumo pálido e viscoso
Que letargia os sentidos
abre sulcos lascados de chuva
o desejo cavalga até o abismo
em um suicídio de luas
— jasmins mortos em desamor —
emboscada cega
remoinho sombrio
O corpo se desmorona
nas garras do nada.

 

Destino

Chegou o vento da ausência
para borrar a imagem
que não pode diluir-se
porque
os passos escondem-se
no labirinto
da palha muda.

Hoje,
devo caminhar
sobre as pegadas do olvido
quando os sinos explodem
e as sombras se unam
serão máscaras dançarinas
sobre a terra morta.


Cavaleiro do destino

Derrotei a dor e parti
Atravessei a nostalgia
sem esquecer o crepitar misterioso
das folhas ocres
nem o silêncio
da última viagem
clausurei as portas sem olhar pra trás                 

                  Regressei na águia
enfrentei tempestades
a chuva apagou os delírios
na lua cega acendi pirilampos
— lanternas fugazes –
abracei o horizonte espelhado de nuvens
e a solidão foi a armadilha para aqueles fantasmas
que hoje já não existem.



La casa vacía

              Agora está sumida em um nivel mais fundo
que o do sonho
.                                                       
Olga Orozco


Desapareceram os sinais dos passos.
Nos desnudos quartos
soluçam doloridos cantos.
Os aromas
Os espaços
e os tempos
voaram.
Essa greta
é um signo de esmeraldas opacas.
O desgarro da ausência
rompe os laços com gestos de tristeza.
É um ângulo
a imagem suprimida
reflete o mundo testemunha de naufrágio
e a hora no espelho
encobre um fragmento da vida.

Fechada está a porta para sempre.

 

 

*

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Página publicada em outubro de 2022


 

 

 
 
 
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